Dê uma olhada no rolo da câmera do seu celular agora mesmo. É provável que existam centenas, talvez milhares de fotos do seu bebê. Quantas delas incluem você? Quantas mostram você inteira, e não apenas a sua mão segurando a mãozinha dele?
No puerpério, a nossa auto imagem fica frágil. Estamos cansadas, com olheiras, o cabelo vive preso de qualquer jeito e o corpo mudou. O instinto imediato quando alguém aponta uma câmera é se esconder, colocar o bebê na frente do rosto ou pedir para apagar a foto porque não estamos “apresentáveis”.
Precisamos mudar essa perspectiva imediatamente. A fotografia não é um registro para alimentar o ego hoje; é um documento histórico para o seu filho no futuro.
Daqui a 20 ou 30 anos, quando ele for um adulto revirando caixas antigas, ele não vai olhar para a foto procurando celulites ou avaliando a raiz do seu cabelo. Ele vai procurar certezas emocionais. Ele vai olhar para o seu rosto buscando evidências de que foi amado, cuidado e de que você estava presente nos momentos importantes. Negar a sua imagem na fotografia é roubar do seu filho a chance de ver a mulher que o construiu.
Como mudar esse padrão:
- Abrace o caos: Uma foto sua de pijama, amamentando de madrugada, tem muito mais peso afetivo do que uma foto em estúdio onde todos estão estáticos e tensos.
- Institua o “Registro Sem Filtro”: Peça para o seu parceiro(a) tirar fotos suas com o bebê sem avisar. Proíba-se de pedir para apagar. Apenas guarde.
Dica Extra: A curadoria do legado Para que essas fotos não se percam nas nuvens digitais ou nas trocas de aparelho celular, elas precisam ser materializadas. É exatamente esse o propósito do livro O Primeiro Capítulo.
Ele não é um álbum estéril, é um convite à memória da família. Imprima aquelas fotos reais, onde você aparece segurando o seu bebê no colo, com toda a exaustão e amor que essa fase carrega, e cole-as nos espaços destinados. Quando o seu bebê crescer, ele terá em mãos a maior prova do amor que recebeu: a presença imutável da mãe documentada desde a primeira página.
